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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Liubliana

É a capital e maior cidade da Eslovênia, com aproximadamente 280 mil habitantes. O país, ainda pouco visitado pelos brasileiros, surpreende pela paisagem exuberante.

O litoral, no Mar Adriático, é pequeno (apenas 45 km). Em contrapartida, seu território está situado ao pé dos Alpes, fazendo fronteira com Itália, Áustria, Hungria e Croácia. O relevo é caracterizado por montanhas e florestas, com vales profundos e cavernas.

O rio Lublianica marca e divide o centro da cidade em dois. De um lado, a parte antiga e o acesso ao castelo, do outro a parte comercial e política da cidade. No centro, a praça do poeta nacional, France Prešeren (1800-1849), na qual se encontram a igreja principal, dedicada à Ordem Franciscana. São poucos os resquícios do passado comunista na cidade, apesar da independência recente, obtida no começo da década de 1990.

O assentamento romano de Emona (ali situado do século I ao VI) que deu origem à cidade foi construído no ano 15 d.C. Os primeiros informes que a mencionam o seu nome datam de 1.144. A sua história é de origem diversa, mas sobretudo, celta.

As construções que vimos hoje têm grande influência austríaca, visível nos prédios históricos e nas diversas residências ao longo do rio.

Liubliana é a principal porta de entrada para a Eslovênia. O aeroporto internacional Jože Pučnik fica a cerca de 30 km do centro. A forma mais prática de traslado é com ônibus (45 minutos o trajeto, que sai por € 4,10). Eles saem de hora em hora, das 5h às 20h, durante a semana, e, nos fins de semana, são sete partidas entre 7h e 20h, em horários variados.

De táxi, a corrida até o centro de Liubliana sai bem mais cara: cerca de € 39.

Nós chegamos à cidade no dia 12 de setembro de 2014, vindo de trem da cidade de Linz (Áustria) na bela estação central (Železniška postaja).

Aliás, Liubliana é bem servida por conexões de trem que a ligam aos países vizinhos. Há trens que partem de Zagreb (Croácia) – 2 horas de viagem, sete partidas diárias, desde € 14,60; Budapeste (Hungria) – 11 horas, desde € 49; e Viena (Áustria) – 6 horas, desde € 29. As passagens, horários e detalhes sobre serviços podem verificados no site da Slovenske zeleznice (www.slo-zeleznice.si).

A moeda é o Euro. A moeda de € 2 exibe a efígie do poeta France Prešeren (já citado acima) e a frase “Shivé naj vsi naródi” (A benção de Deus a todas as nações) − um verso do seu poema “Zdravljica”, também utilizado no hino nacional esloveno.

O país aderiu à zona euro em 1º de janeiro de 2007, substituindo o tolar esloveno.

O idioma é o esloveno. Algumas palavras em esloveno: Živijo (olá!); Dobro jutro (s) (Bom dia!); Adijo (Tchau!); já (sim); ne (não); mogoče (talvez); Hvala (Obrigado(a)!); Oprostite,... Oprosti,... (Desculpe,...(Sg./ Pl.); Žal mi je (perdão).
                
O fuso horário em relação a Brasília (Brasil) é de 4 horas a mais.  

Atrações turísticas no centro histórico

Quando chegamos em Liubliana era cedo e chovia um pouco.

Ficamos hospedados no City Hotel (Dalmatinova ulica 15), mas, como não tínhamos feito reserva, quase ficamos na rua. A cidade estava lotada devido a algum evento (era final de semana). O hotel era 4 estrelas, portanto, caro: € 110 por noite. Os quartos são amplos, limos e bonitos e o café da manhã é excelente (com direito até a champanhe).

Uma dica mais econômica é o Hotel Center Ljubljana (Slovenksa Cesta, 51): € 70 por noite para casal, incluído o Wi-Fi.

Para o centro histórico são uns 15 minutos de caminhada. O centro é compacto e a maioria das atrações pode ser conhecida em curtos e agradáveis passeios a pé. Apesar da possibilidade de usar os ônibus para circular pela cidade, uma boa ideia é pegar uma bicicleta alugada. Há vários pontos de retirada e devolução e os preços são bem baixos. Mais informações no site en.bicikelj.si. Outra opção são os trenzinhos turísticos.

Partimos do hotel e chegamos à Praça Central, que leva o nome do poeta nacional, France Prešeren (1800-1849), que tem inclusive um monumento em sua homenagem, onde também está a pequena e charmosa Ponte Tripla (Tromostrovje), obra do arquiteto local Joze Plecnik.

O prédio de maior destaque ali é a Igreja da Anunciação, dedicada à Ordem Franciscana. Datada do século XVII, chama a atenção com sua cor rosa.

O estilo artístico Art Nouveau está presente em alguns edifícios próximos à praça Prešeren, como a Galeria Emporium, por exemplo.

Suas ruas antigas são um convite para um café (encontramos expressos a € 0,50 e a € 1) e um strudel (lá feito com ricota e passas – uma delícia). 

Durante a caminhada no centro, passamos por uma feira ao ar livre onde vendia-se de tudo. E, com chuva ou sem chuva, estão todos na rua. O importante é sair.

Há, ainda, o Mercado Municipal (coberto), ao longo do rio Lublianica, que foi construído entre 1940 e 1944, projetado pelo mesmo arquiteto da Ponte Tripla, Joze Plecnik. Com janelas semicirculares e decorado com uma colunata, o prédio é uma bela construção. Em esloveno, o nome é Pokrita Trznica. Lá encontramos pães, queijos, vinhos, carnes, mel, geleias, doces, biscoitos, frutas secas e souvenirs. Um doce típico é o burek, um folheado originário da Turquia, recheado de carne, queijo, espinafre ou outros legumes. Muito saboroso e vem com bastante recheio! Vale a pena experimentar.


Entre o mercado e a praça Prešeren está a Farmácia Central (Apoteka Centralna Lekarna), cujo edifício em estilo renascentista é uma atração por si só. Foi construído após o terremoto de 1895.

Paramos para almoçar no Vodnikov Hram, que serve comida típica eslovena. Escolhemos uma sopa e um purê de batatas (que estava delicioso). O restaurante, num prédio antigo de pedras, tem um atendimento rápido. 

Depois do almoço, seguimos pelas belas ruas de Liubliana e passamos pela bela e imponente Catedral de São Nicolau (Stolnica Sv. Nikolaja), que fica na Praça da Cidade (depois de atravessar a Ponte Tripla e anda um quarteirão, chega-se até ela). Grande, na cor amarela e com uma torre e uma cúpula verde, a Catedral destaca-se. A igreja que vimos hoje, com interior em estilo barroco, foi construída no século XVIII pelo arquiteto italiano Andrea Pozzo, já tendo passado por várias restaurações. Mas ela foi erguida sobre outra igreja que havia no local, datada de 1262. O Mercado Municipal (citado mais acima) fica atrás da Catedral de São Nicolau.

Logo após a Catedral, está a Fonte Robba, de 1751, construída pelo escultor italiano Francesco Robba, com três titãs que representam três rios que cortam a Eslovênia, incluindo-se o Lublianica.

Quase em frente à fonte, encontra-se a Prefeitura (Rotovz) ou Câmara Municipal, com uma pequena torre e seu relógio ao centro, num edifício do século XV (mais precisamente, 1484), que mescla dois estilos de arquitetura: barroco e classicista. No portal há um brasão de armas e uma estátua de Hércules com um leão (do século XVII), acrescida depois ao prédio.

Dali fizemos uma pausa para um café. Isso, sim, é uma escolha difícil. Todos são muito aconchegantes e decorados com estilo. Entramos no Marley & Me.

Ao longo do rio (do lado oposto ao do Mercado Municipal), há inúmeros bares, cafés, restaurantes e sorveterias. É comum ver os letreiros: “naravni sladoled”, que significa sorvete natural. O de “domaci” (damasco) é um dos mais pedidos. Ali é também ponto de aluguel de bicicletas. 

A grande aventura

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